Mostrando postagens com marcador Aresto Momentum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aresto Momentum. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, julho 26

A Voz do Vento

  Meu canto não cantou a minha canção... No descuido do acaso perdeu a minha voz em algum canto da sala de estar, onde o vento a achou e a guardou a fim de ouvi-la chorar para si. Fazendo dela sua canção de ninar.
  Foi lá fora então que a chuva salpicou a janela do quarto. Meu olhar apático encontrou meus passos descalços sendo arrastados até a janela para ver a chuva refrescar a terra, para ver que lá fora tinha movimento. Enquanto tudo aqui dentro ia ficando seco.
  Eis que surge um par de lágrimas salinas que cismam em continuar a fazer de meu rosto, um grande escorrega, desses de parquinho de criança.
  Nesse momento meus olhos se fixaram em um ponto exato no canto da parede, por nenhum motivo.
Então, foi de repente, minha mente ficou branca.  nenhuma imagem. eu olhava para a parede. Eu olhava para o nada e o nada olhava de volta para mim.
  Eu abro a janelo e grito muda para o vento:
  "Por que você fez isso comigo?"
  E ele se pôs a sussurrar:
  "Porque você privou a tua voz de ser livre"

segunda-feira, abril 16

Nude

   O que fazer quando o verbo viver não te dar mais ânimo de levantar da cama? Quando você se torna invisível para a maioria das pessoas que te cercam? O que fazer quando o vento venta contra você? Te empurrando para trás, querendo retardar todo o seu processo evolutivo.
   O que sentir quando você percebe que perdeu seu lar? Que você não tem lar, apenas um teto para dormir e acordar na rotina miserável da sua vida medíocre. Quando você se sente sozinha mesmo quando alguém sussurra aquele eu te amo ao pé do seu ouvido? Quando você percebe que o Thom Yorke estava certo e que seus sonhos não vão acontecer. Que suas ideias estão bem longe de você.
   O que tento aqui? com esse texto deprimente de uma mente fraca que perdeu sua perspectiva de vida em alguma viela encharcada de lama?
Só quero colocar um contrapeso. Dividir todo esse pessimismo aqui. Antes que eu absorva tudo isso por inteiro e aí, meus caros, será tarde demais.

terça-feira, abril 26

Film du Chanson triste.

    Eu pensei em poucas palavras, muitas vezes. Eu sonhei com poucas cenas, sonhei demais. As vivi em algum filme improvisado com um roteiro patético que eu produzi ao longo desses dias inacabáveis que meus olhos cinegrafistas, obcecados por um clímax, preferiram não me dizer quando eu deveria parar de sonhar.
  Eis que meus momentos apáticos surgem de baixo de películas e mais películas que se espalham por todo o canto. Eu corto cenas, emendo em outras mas esse filme não tem fim e eu continuo a sonhar, a produzi-lo e a dirigi-lo. E a esperar, esperar por um conto que não existe, que não pode ser contado e nem lido, que está preso no silêncio dos esquecidos, algemado por esperanças mortas que não me deixam emergir.
  Eu me afogo nelas, na imensidão dessa cartase azulada que deveria me resgatar de tudo isso, mas eu me afogo mais e mais. Me enrolo nessas fitas, nesses negativos que não me largam. Eu não os largo. E é nesse dilema masoquista que monto minha trilha sonora. Músicas que agora me lembram desse vazio que um dia ninguém acreditou que pudesse existir.
   E esse tal climax não chegará. Eu sei disso. Continuarei abraçada a essa ideia frustrante até ela me odiar e me deixar. Como um dia a minha sombra fez e como certamente o meu reflexo fará mais cedo ou mais tarde. Mas eu não os culpo. Esse filme é uma droga mesmo, com todo o sentido da palavra.

segunda-feira, março 21

Renascimento

      Queria te dizer aquilo que secreto o meu travesseiro a não te dizer tudo que sonhei, chorei e que senti. Mas de uma certa maneira você consegue descobrir tudo isso só de olhar para os meus olhos. Você enxerga algo que eu não enxergo no espelho. Você gosta do que vê, dá um sorriso sem graça – que me faz derreter -  e me faz acreditar em tudo que eu nunca tive fé. Eu quis te conhecer e te conheci. Mapeei seu corpo e mente e  ignorei aquilo que eu deveria saber e tive que aceitar mais tarde o fato de você ter preferido ir a pé e sozinho.
     Eu só lamento por não ter dado certo, de verdade. Eu chorei por muito tempo, manchando o meu rosto com esperanças infantis. Andei por cima de um lago congelado e senti o gelo se partir em baixo dos meus pés. Constantemente eu parava de me debater na água e deixava o meu corpo cair. A água congelou boa parte de minhas memórias, quebrando-as em seguida e eu gostei. Já começava a me erguer com algo que não é meu.
  Meus lábios estão roxos, meus olhos vermelhos, minha pele pálida e molhada mas eu nunca me senti tão viva quanto agora. Eu respiro como se respirasse pela primeira vez. A neve me abraça e é nela que irei me refazer. Deixarei a noite me moldar.Acho melhor você não olhar, poderá não gostar do que verá. Acho melhor você observar de longe o que eu estou para me tornar. Estou arrancando as peças que vieram com defeito. Estou me remodelando para não cometer o mesmo erro.
     Pensava que meus olhos estavam bem aberto mas você me fez ver que não. Te agradeço por isso e por ter me mostrado que deveria ter seguido só, como eu estava acostumada a seguir. Você foi um companheiro de uma curva na estrada e espero que essa estrada te leve ao lugar que você queira ir. Espero que saiba que eu já sai dela, voltei para aquela que você me encontrou e vou seguir outra um pouco mais a frente. 
   Achei que não daria certo e mais uma vez me enganei. eu continuo rindo do vento, fazendo caretas no retrovisor e ouvindo música bem alto. Eu me programei para desamar, para não errar, para não saudar a tua voz, teu cheiro e boca.

segunda-feira, fevereiro 28

Silence Remains

> nunca criei um post atrás do outro, não que eu me lembre. Bem, tem sempre uma primeira vez para tudo.


- So what did happen to us? - she asked him with a sad voice she was trying to hide.
- Maybe we forgot what means "us". - he said it trying to understand the situation
- I think we never knew the meaning of "us". -- she thought "We were never meant to be".
- Sorry, I never meant to hurt you. - He was losing his words.
- I know that, but...what if I miss you? what if I wake in the morning missing your touch? Your voice? What could I do to fix that? - she couldn't believe she was losing that love. She have already lost.
-I got no idea. But one day someone will fix you and love you the way you deserve to be loved. You know you were everything to me, dont ya? - He tried to comfort her but he knew it was impossible for now. It made he feel he was the worst man in the world. But he knew he wasn't and so does she.
- So why do you stop loving me so fast?  - her puzzle was incomplete. "Where are the others pieces?" she thought.
- I really don't know.
- Wish I could know when your love for me was dying. I could fix that. - she could feel his kisses beginning cold but she prefered to believe it was just her imagination. His love beginning cold. So cold it left her a mark. So was that she was thinking.
- No, you couldn't. - silence - I hope we could be friends. I really want your friendship.
- How could I be only your friend if you never teached me that? I don't want to loose what you feel for me...cause it is all that rested of your love...if you really loved me... but the point is... I don't know how to be only a friend for you. I can't be more masochistic that I'm being! - she controlled her breath cause the tears was coming up. - You should teached me that before you said you loved me. You should never said you loved me, and I should never trusted in you for that.

> achei que esse conto ficaria melhor em inglês. Com certeza tem vários erros ai...mas eu tô com preguiça de acertar.

sexta-feira, fevereiro 25

Desalento

   Não sei o que sentir. Sinceramente não sei. A nostalgia me tomou essa semana e eu me sinto totalmente inútil... fútil...sem propósito algum. Se a minha vida tivesse um soundtrack, provavelmente teria um mixed de "Like a Rolling Stone" do Bob Dylan, "Quelqu'un M'a Dit" da Carla Bruni, "Nothing Left To Lose" e "You" do The Pretty Reckless... pensava já ter superado isso.
 Eis que ontem eu decidi alugar Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e hoje eu o vi, e percebi que tem muitos pontos que cruzam com o meu asfalto. Me senti estranha vendo aquele filme... como se eu tivesse vendo os meus últimos meses...e visse o que eu queria fazer com tais lembranças... Tinha frases no filme que pareciam Déjà Vu para os meus ouvidos...e então eu via rostos, ouvia vozes, pude sentir até o cheiro. Cheiro, vozes e rostos de um sonho que eu pensei que fosse real.

" I thought maybe you were a nut... but you were exciting. "
" I wish you had stayed. "
" I wish I had stayed too. NOW I wish I had stayed. I wish I had done a lot of things. I wish I had... I wish I had stayed. I do. "

Ainda tem uma citação excelente de Nietzsche:
" Blessed are the forgetful, for they get the better even of their blunders."



sexta-feira, fevereiro 11

Apenas uma peça falida.

 Brincando você me disse que era frio. Eu não levei a sério, e tudo que você me escrevia, eu acreditei tão cegamente que não percebi que a maioria das palavras eram vazias e nem você percebeu também. Eu participei da sua peça sendo a atriz que pensava ser a personagem e a personagem que tinha medo de ser a atriz. Eu adorava o jeito como você me dizia o que sentia, quando você me provocava e dizia que eu era sua. Não durou muito...mal entramos no começo de tudo quando percebi que seus beijos perderam o sabor, seus pensamentos se tornaram distantes, sua pele se afastou da minha e no final da temporada. Choque. Ninguém esperava aquele final. Decepção é a palavra que descreve meu estado. Decepção pelo fim seco.
Nós poderíamos ter feito melhor. Eu criei o começo e você, o final do começo. A minha personagem não merecia o final da atriz enquanto seu personagem fugia para o Alaska.
 Você me disse que me amava e então o chiclete perdeu o gosto. Eu me sentia uma tola por ter aceitado participar disso. Uma tola por ter acreditado que mesmo rachados nosso amanhã estava a salvo. Mas hoje eu não me arrependo de ter vivido lágrimas, beijos e poesias. Sinto muito por essa situação, por agora não conseguir ser apenas uma amiga,  por ainda manter a personagem e ainda te amar. 

sexta-feira, janeiro 22

I love you, Heath... so bad.

To Matilda.
When he left the ground, he took a part of my soul,
A part of my heart. Teasing me apart everyday and every night.
And now, how can I go on with tears falling from my eyes,
And no smile from his lips?
Maybe I'm being so dramatic but I can not understand.
Why he is not here... why?
Maybe I'm being so selfish and he is fine where he is...
Was a nightmare that took him away with the fear on his face?
Was a wild cold wind that came from an opened window near the bed he layd?
I know, I won't forget him. I don't imagine that...
I just want to forget those scenes about him cold and no breathing... 
Those scenes that haunting me everytime I'm lost and no thinking...
If I coud get a wish... just only one... I'd wish he were here...
Between you and me, my dear.

sábado, setembro 19

Para o meu melhor amigo.

Eu não tive como postar esses dias. A dor que caiu sobre mim na segunda feira é tão grande que eu não consigo me acostumar. Domingo foi um dia maravilhoso, apesar do cansaço, segunda feira gritos de tristeza ecoaram na minha garganta.

Zeus foi o maior presente que eu ganhei. Um amigo amável, orgulhoso, inteligente, protetor e sim, muito ciumento. Eu brincava, falando que ele era anti social e antipático, mas não. Zeus era um cachorro desconfiado, desconfiava até do próprio rabinho. como eu ria quando ele corria atrás do rabo. Quando ele latia ao me ver abraçada com a minha mãe. Quando eu ia para a varanda para ver a rua e ele pulava em cima de mim, por que ele também queria ver o movimento urbano, os pássaros, as nuvens...

Ele veio para mim do tamanho de um porquinho da índia. Com a carinha amassada, os olhinhos querendo fechar de tanto sono... sua primeira caminha foi uma caixa de papelão, porque não podíamos correr o risco de pisar naquela criaturinha, com alguns míseros dentinhos, tinhamos que amassar a ração para ele poder comer.

Lembro da minha tia falando pra minha mãe: "Jane, ele é muito pequenininho, não vai sobreviver."
Bem, eu nasci com 7 meses e tive 6 paradas respiratórias. Estou aqui né?

De tão pequenino, seu meio de transporte era uma caixa de sapatos da Klin.
E quando ele sismava em morder o meu calcanhar? aqueles dentinhos...
Ou então quando ele queria arrumar briga com um pit bull... aquele cachorro se achava o poderoso. E não é por menos. Ele era difernete de todos os outros cachorros.
Andava sem a coleira com o meu pai (eu tinha medo dele se perder comigo). Teve uma vez que ele queria vir para casa e o meu pai não parava de conversar com os amigos. Então ele veio sozinho. Ficou latindo para o portão, até que um moço gritou e a minha mãe foi ver. O moço disse "Hey, tem um cachorrinho aqui no portão". Quando minha mãe foi ver, Zeus estava lá, olhando pra ela com aquela cara de pidão.

E o dia em que a minha irmã prendeu ele na roda da bicicleta? ele parecia o Charizard, no filme do pokemon...sabe, quando ele ficou preso no tronco? então...
Eu fiquei com tanta raiva dela... Zeus também. Ele só deixou ela brincar com ele final do ano passado...e essa história foi a seis anos atrás.

Tai ai algo que eu vou sentir muita falta, dos latidos quando eu tiver visitas em casa. Ele sempre latia... sempre desconfiado, enciumado, querendo chamar atenção.
Ele se sentia gente.
Era só escutar a minha mãe recolher os pratos que ele ficava louco! Latindo e pulando...como ele pulava alto! Parecia que tinha molas nas patas!
Ele sabia que era a hora do almoço dele.
Ele sabia quando eu ia chegar do colégio e só parava de latir quando eu ia fazer carinho nele.
Ele sabia que ia morrer. Me olhava com aquela cara triste...deitava no sofá e ficava quietinho, até mesmo com visitas. E então, na segunda feira, cheguei do colégio, sentei ao lado dele no sofá, fiz carinho e fui almoçar... voltei pro sofá e depois ele pediu para a minha mãe tira-lo do sofá.
Foi então que depois de um tempo minha mãe veio segurando o choro, dizendo: "Gabriela, o Zeus está morrendo".
Eu não consegui acreditar. Quando fui vê-lo, ele já estava tombado no chão... tento uma convulção, então ele parou de piscar, de respirar e eu vi o ultimo bater do seu pequeno coraçãozinho. E só isso que eu pude fazer. Assistir o meu melhor amigo indo embora...para sempre.

E agora? quem vai me acordar, pular em cima de mim para ver a rua, latir para ter a minha atenção.
Tão bonzinho, não queria que a gente soubesse que você estava mal. Não chorava nem nada. Queria nos poupar da tristeza. Lembro que no sábado, quando eu vi uma marca vermelho em toda a extensão de seu peito, eu chorei. Lembro dele olhando para mim, com uma cara de sofrimento, enquanto as minhas lágrimas caíam. 

 Zeus, você é único. O melhor cachorro do mundo. Sei que agora você está bem. Mas sou humana e o egoísmo de tê-lo aqui comigo é significativo. E eu não consigo conter as lágrimas. Não encontro forças para superar esta perda. A casa ficou tão vazia sem você aqui, Zeus.